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Quem escreve aqui, e como as contas são feitas

Por Diana Marangon Leitura: 5 min

Eu sou a Diana. Servidora pública federal há vinte anos, casada com o Nicco, mãe da Dinahzinha. Descobri o TDAH tarde e o hiperfoco cedo — hoje ele mora em planilha de viagem e geladeira organizada. Este blog é o lugar onde eu abro a matemática escondida dentro de casa.

Por que este blog existe

Porque quase todo conselho de dinheiro que circula por aí termina em "faça as contas" — e ninguém mostra as contas.

Eu mostro. Linha por linha, com o preço real, a data da cotação e o câmbio que eu usei. Se eu digo que a marmita da minha filha saiu a R$ 4,10, você vai ver o quilo do músculo, o quilo do frango, o número de potes e a data em que eu paguei aquilo. Se eu digo que quatro dias no Kruger custaram R$ 11.568, você vai ver o número da fatura, a diária do chalé e até as duas rodadas de tequila que eu poderia ter deixado de fora.

O contrário disso — "saiu barato", "compensou muito", "vale super a pena" — não é informação. É opinião com cara de conta.

O método

Não é sofisticado. É só teimosia aplicada com método, e são cinco regras que eu sigo em todo texto:

1. A conta vem linha a linha. Nunca só a soma. Cada item com o preço real e o mês em que aquele preço valia.

2. Número vai a duas fontes antes de ser publicado. E quando as duas discordam, eu vou ao documento original — regulamento, fatura, edital. Já aconteceu de a fonte secundária estar errada e o documento oficial dizer o contrário. Quando isso acontece, o texto conta essa história também.

3. Preço tem data. Câmbio muda, tarifa muda, promoção acaba. Todo valor daqui vem com o mês e o ano em que foi apurado. Não é detalhe: é o que separa informação de armadilha.

4. Eu digo quando não vale. Essa é a regra que o mercado não segue, e é a razão de este blog existir. Todo portal escreve "cinco motivos para assinar". Aqui você vai encontrar a sexta pergunta: e quando não vale? Já escrevi contra promoções que eu poderia ter aproveitado e contra passeios que eu mesma paguei.

5. Link de afiliado é declarado antes do texto. No topo, não em rodapé. E só entra produto que passou pela minha casa.

O que eu escrevo

R$ no prato — cozinha com pouco desperdício e método. Como planejar a semana em uma hora, como transformar o que já tem na geladeira em jantar, quanto custa de verdade a comida que vai pro lixo.

R$ a dois — finanças de casa e de casal. Assinaturas que ninguém lembra que tem, faturas que ninguém abre, decisões que parecem pequenas e viram parcela de carro na soma do ano.

Viagem organizada — a viagem que começa antes da passagem. Cotas de alfândega, franquia de bagagem, o preço invisível de comprar passeio por agência, e as contas completas das viagens que a gente fez de verdade.

Milhas no dia a dia — milha como hábito, não como sorte. Como acumular sem virar refém de programa, quando um clube compensa e quando ele é só assinatura cara com nome bonito.

O tempo que volta — ferramentas e inteligência artificial usadas para devolver horas ao seu dia, explicadas para quem tem medo delas.

De onde vêm os exemplos

De casa. Todos.

A viagem à África do Sul que ocupa boa parte deste blog custaria por volta de R$ 34,5 mil em dinheiro para três pessoas. Eu desembolsei R$ 1.139,79, e o resto foi milha acumulada em compras que eu já ia fazer de qualquer jeito. Isso não é truque nem sorte — e a série inteira existe para mostrar, passo a passo, como a conta fecha.

Também estão aqui os erros. O safári privativo que custou mais que os passeios compartilhados e não entregou mais bicho. Os brunches que custaram mais que duas noites de hotel. A corrida atrás de uma mala no aeroporto por causa de uma regra que, no fim, não existia.

Um blog que só conta os acertos está vendendo alguma coisa.

Quem eu não sou

Não sou economista, contadora, planejadora financeira certificada nem consultora de investimentos. Não vendo curso de enriquecimento, não indico investimento e não faço recomendação personalizada — se você precisa disso, procure um profissional habilitado.

Sou uma pessoa que faz conta antes de decidir e resolveu escrever as contas.

Quando sai conteúdo novo

Não tem dia fixo, e eu prefiro ser honesta sobre isso a prometer uma coisa que eu não cumpro. Quando tem uma série no ar — como a da África do Sul — sai mais de um texto por dia útil. Entre uma série e outra, o ritmo afrouxa. O que não muda é a carta de domingo: quem assina recebe os textos por e-mail — grátis, com um clique para sair quando quiser.

Diana Marangon

Diana Marangon descobriu o TDAH tarde e o hiperfoco cedo — hoje ele mora em planilha de viagem e geladeira organizada. Servidora pública federal há 20 anos, casada com o Nicco, mãe da Dinahzinha. Escreve sobre a matemática escondida dentro de casa: cozinha sem desperdício, finanças a dois, viagens bem armadas e milhas. Publica toda semana no Organiza & Prospera.

Quer falar comigo?

Dúvida sobre uma conta, sugestão de pauta, correção de um número que eu errei — recebo todas.

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